terça-feira, 17 de abril de 2012


Lula visita José Sarney que já teve alta da UTI
Lideranças parlamentares também foram ao hospital

O ex-presidente Lula que fazia sessão de fonoaudiologia no hospital Sírio-Libanês, visitou ontem o presidente do Senado, José Sarney, que teve alta da UTI, depois de ter corrido risco de um infarto. Com Lula estiveram o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia o deputado Sarney Filho e os senadores Renan Calheiros e Gim Argello. Mesmo tendo recebido alta da UTI, Sarney deve passar esta semana internado, segundo informou Roberto Kalil Filho, chefe da equipe médica que o atende.

Lula visita José Sarney no hospital/Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Nomes para a CPMI
O líder do Bloco de Apoio ao Governo no Senado, Walter Pinheiro, começará hoje a fazer as indicações dos nomes para compor a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que vai investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos, autoridades e empresários. Compõem o bloco 25 senadores do PT, PDT, PSB, PC do B e PRB. O grupo vai definir os indicados e conferir as assinaturas dos senadores que apoiam a CPI. Para que o pedido de criação seja protocolado na Mesa do Congresso, são necessárias 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara. Segundo Walter Pinheiro, o bloco não vai impor aos seus senadores o apoio à CPI. "Não será uma questão de liberar ou não, mas cada parlamentar terá liberdade para assinar o requerimento", afirmou.

Haddad & mensalão
O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad disse ontem que não trabalha com a hipótese do julgamento do mensalão prejudicar a sua candidatura na capital. Em visita às obras do Itaquerão, futuro estádio do Corinthians, Haddad defendeu a apuração dos responsáveis e a punição dos mesmos independente da situação.

Fernando Haddad sobre José Dirceu: “Não podemos esconder as pessoas que nos apoiam. Elas têm direito de cidadania e de expressar sua opinião sobre o melhor para São Paulo".

José Dirceu
Haddad, disse também que não esconderá o apoio do ex-ministro e deputado cassado José Dirceu: "Não podemos esconder as pessoas que nos apoiam. Elas têm direito de cidadania, de expressar sua opinião sobre o melhor para São Paulo", disse ele.

Simon estranha
Já o senador Pedro Simon revelou preocupação e desapontamento com possível “esvaziamento” da CPI Mista do Cachoeira, cujo requerimento de criação ainda não foi lido em Plenário. A proposta de criação da CPI surgiu após a operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que revelou conexões políticas do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que está preso.

Governadores
Deputado Cândido Vaccareza/Foto: Luiz Alves
Dez governadores vão participar de audiência pública na Câmara para discutir o endividamento dos estados. Segundo o coordenador do grupo de trabalho que analisa a dívida dos estados com a União, deputado Cândido Vaccarezza, ainda neste semestre os parlamentares deverão apresentar uma proposta para reduzir o peso do pagamento das dívidas sobre as contas estaduais, e liberar recursos para investimentos. No último dado disponibilizado pela Secretaria do Tesouro Nacional, de agosto de 2011, as dívidas renegociadas dos estados somavam R$ 388,4 bilhões.

Documento
Um dia antes, o grupo tucano se reúne para aprovar a "Carta de Brasília” e discutir a aprovação do anteprojeto de lei complementar que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal. O grupo de trabalho é formado por 13 deputados. Marco Maia optou por montar uma equipe suprapartidária, para evitar a politização do assunto e facilitar a discussão.

E os tucanos também
Os governadores tucanos Teotonio Vilella (Alagoas), Marconi Perillo (Goiás), Simão Jatene (Pará), Beto Richa (Paraná), José de Anchieta Júnior (Roraima), Antonio Anastasia (Minas Gerais), Geraldo Alckmin (São Paulo), Siqueira Campos (Tocantins) participam de reunião em Curitiba. Eles tratam de temas como a unificação de alíquotas de importação, os repasses de recursos do governo federal, os investimentos públicos e o novo Código Florestal.

Lula em campanha
O ex-presidente Lula disse no fim de semana que estará apto a se dedicar à campanha eleitoral nos próximos dias. Numa intervenção breve, muito animado e boa aparência Lula falou na inauguração do Centro Educacional Unificado em São Bernardo do Campo, no primeiro evento após sua recuperação. Elogiou o prefeito, Luiz Marinho, candidato à reeleição e aproveitou pra citar Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, que ficou ao seu lado. Lembrou também da presidente Dilma Rousseff e disse que o país tem sorte de tê-la eleito: "Dilma vai provar o que eu acreditava, que para governar é preciso colocar o coração da gente na frente", afirmou. E anunciou que estará apto a se dedicar à campanha eleitoral entre 15 e 20 dias.

E mais campanha...
Enquanto isso o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, defendeu os Centros Educacionais Unificados, uma das principais bandeiras petistas na cidade, uma das marcas da gestão da ex-prefeita e senadora Marta Suplicy e criticou Gilberto Kassab e José Serra. Enquanto isso, o governador Geraldo Alckmin fazia campanha ao lado do pré-candidato do PSDB José Serra. Os dois visitaram um evento promovido por taxistas, às margens da marginal Tietê. Serra ouviu reivindicações, como a diminuição do ICMS cobrado na aquisição de veículos.

Mínimo em 2013

O governo enviou ao Congresso o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013. O valor do salário mínimo para o próximo ano foi estipulado em R$ 667,75, um aumento nominal de 7,35% em relação ao salário vigente (R$ 622). Esse número, porém, é provisório, pois a inflação deste ano só será conhecida em janeiro de 2013. Os dados básicos da proposta foram apresentados pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Amanhã, terça-feira, a ministra vai se reunir com o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Paulo Pimenta, para discutir a tramitação da proposta no Congresso. O relator do projeto, senador Antônio Carlos Valadares participará do encontro.

Jader
Aos 67 anos, e depois de ser de vereador, deputado estadual, deputado federal, governador e ministro de Estado, o senador Jader Barbalho anunciou, num evento em Belém, que não disputará mais eleições. Ele tem mandato até 2019.

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